O governo regulamentou a Medida Provisória do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva, anunciando um grande aumento da taxação sobre automóveis importados, uma tentativa de estimular as montadoras a elevar a produção nacional. A medida, que terá validade até o final de 2012, pode gerar um aumento de até 28% nos preços finais dos veículos não produzidos no Brasil e no Mercosul. O IPI para todos os automóveis foi elevado em 30 pontos percentuais, para até 55%.
As montadoras instaladas no Brasil deverão comprovar que se enquadram em três amplos critérios. O primeiro deles é que pelo menos 65% das peças dos carros tenham sido produzidas no Brasil e no Mercosul. A isenção do aumento vale para as montadoras que usarem componentes nacionais em pelo menos seis etapas das 11 do processo de produção.
As medidas beneficiam montadoras que chegaram há mais tempo ao Brasil e que estabeleceram estruturas produtivas mais complexas, caso de Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford. As novas regras afetam diretamente empresas recém-chegadas nas quais se incluem marcas da Ásia como as chinesas JAC e Chery.
O momento coincide com o anúncio de redução na produção de veículos devido ao aumento dos estoques nos pátios, como reflexo da economia em desaceleração. Além disso, a fatia dos carros importados no mercado brasileiro não para de crescer. Para se ter uma ideia, os veículos importados representaram 22,5% das vendas de agosto, com 73.611 unidades. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o total de emplacamentos de veículos no mês chegou a 327.355 unidades em agosto, contra 306.231 em julho — aumento de 6,9%.
Bons negócios!
Equipe Auto Market